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Lá vou eu fazer de novo: Esse texto é uma divagação sobre o texto maravilhoso do meu amigo Jorge.
Portanto, aconselho que você o visite, para todo mundo saber sobre o que todo mundo tá falando...rsrsrsrs Além do mais, o Jorge escreve coisas muito legais e vai valer a pena você visitar seu blog: http://diamonds-bullshit-and-stuff.blogspot.com
Outro dia, enquanto esperava na clinica de RPG da minha amiga Claudia, li numa revista um artigo sobre generosidade. Juntando com o texto do Jorge dá nisso:
O artigo dizia que devemos buscar pessoas generosas... Coisa cada vez mais difícil hoje em dia. O artigo focava principalmente a situação do homem, que antes gastava seu dinheiro para comprar perfumes, flores e jóias para sua amada e hoje gasta isso para comprar roupas, perfumes e outras coisinhas para si mesmo. Onde foi parar aquele homem generoso? E o que isso tem a ver com dizer sim ou não?
Tudo a ver: as pessoas estão cada vez mais voltadas para si mesmas e pouco voltadas para os outros. A maioria das pessoas só fazem o que querem fazer... Só dizem sim, a si mesmas. Se o programa não lhes interessa, falam não mesmo.! São incapazes de ir a um determinado lugar só para agradar um amigo, uma namorada, um familiar...
Vejo casais que estão casados há muito tempo, onde o marido acompanha a esposa ao teatro e depois ela vai com ele a uma exposição de carros. Nitidamente, ambos agiram com generosidade! Não num jogo de toma lá dá cá, tipo só vou ao teatro, se você for ver os carros. Mas num objetivo claro de fazer concessões, dizer sim, para agradar um ao outro.
Hoje porém, a tendência é outra: Vejo casais novos que fazem programas separados. Tipo: você vai com seus amigos ao show do Chico Buarque e eu vou com os meus amigos no Salão Duas Rodas. Relacionamento saudável? Aberto? Ora, vão dizer, isso apenas é uma maneira de se preservar a individualidade dentro da relação e o que há de errado nisso?
Nada. Desde que as pessoas não se acostumem com isso. A idéia das pessoas só fazerem o que lhes interessa não me agrada... Um relacionamento precisa de generosidade, precisa de pessoas dispostas a dizerem sim, mesmo quando gostariam de dizer não. Precisa de equilíbrio, nem sim, nem não demais... Essa é a verdadeira sabedoria!
Só que vemos cada vez mais pessoas que não conseguem dizer não para si mesmos. Se alguma situação os levar a isso, o que cai por terra é o relacionamento. As pessoas não abrem mão do direito adquirido depois de tantas revoluções nessa área: O direito de dizer sim, sempre para si mesmo. Ir aonde quer, viajar quando quer, ouvir o que quer, morar aonde quer... e assim por diante. Mesmo que você tenha um parceiro, o seu sim está acima de qualquer relacionamento e daí você verá casais que preenchem o seu tempo de tantas formas, que quase não há espaço para uma relação. Tipo: se a gente se encontrar ótimo, senão tudo bem, fica para a próxima! E que a relação caminhe com o mínimo de investimento possível!
Saudades dos homens que compravam bombons e ursinhos de pelúcia para suas amadas, que sabiam ir ao teatro e freqüentar restaurantes escolhidos a dedo. Que pagavam a conta generosamente e não porque uma mulher não é capaz de pagar uma conta...
Outro dia, meu amigo Lucio contou uma história sobre uma senhora, que ele viu numa padaria. E eu fiquei com aquilo na cabeça. E sendo totalmente imparcial, digo que os homens também devem ter saudades: de mulheres que não se sentem diminuídas frente a sua generosidade, de mulheres com classe e estilo (que nada tem a ver com ter ou não dinheiro) e de mulheres generosas, que vão para cozinha para fazer um lanchinho para o intervalo do jogo de futebol, simplesmente para dizerem “sim” aos seus parceiros.
Por tudo isso, tenho buscado generosidade no ser humano: seja ele meu amigo, meu namorado, meu familiar ou em mim mesma. Busco estar perto de pessoas generosas, que consigam dizer não para si mesmas, pelos outros. Que consigam ceder em pequenas coisas, quando sabem que a batalha não vale a pena. Que saibam fazer favores de forma desprendida. Que tenham tempo para os outros e que topem até programa ruim, só porque não custa dizer sim para um amigo. Pessoas assim me fazem mais felizes e tornam o mundo melhor...