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Para meu amigo Ricardo, que no seu blog (www.boa-semana.blogspot.com) escreveu uma linda crônica sobre o assunto e me deu vontade de continuar...
Não vou explicar o que quer dizer o tema, porque vocês devem visitar o "Boa Semana" e ler. Aliás, nem se eu quisesse, conseguiria explicar com a maestria das palavras do Ricardo. Portanto continuo a partir daí, como se no seu último parágrafo houvesse uma virgula e não um ponto final.
Ele diz:
Pensem vocês nas pessoas que passaram em suas vidas, e prestem atenção no seguinte: aquelas que nos parecem hoje menos importantes também deixaram sua marcas.
E as pessoas que não passaram em suas vidas, mas mesmo assim te atingiram? O importante não é o que passa, mas o que fica...
Eu penso muito nisso... Meu companheiro querido morreu atropelado por um caminhão. Esse motorista, que nunca me conheceu, mudou minha vida para sempre. Assim como aquele candidato que pega a vaga que você almejava, aquela garota que conquista o cara que você gostava, e assim por diante...
Quantas pessoas não passaram pela nossa vida, mas deixaram suas marcas? E quantas vezes isso acontece? O porteiro demorou para abrir a porta e isso não deixou você conhecer o homem da sua vida no elevador, por exemplo! Ou o frentista do posto demorou demais para abastecer o seu carro e você se livrou de uma batida em um cruzamento... Oportunidades são perdidas e criadas todos os dias, por pessoas que passam ou que nunca passaram por nossas vidas...
Algumas histórias de sobreviventes do World Trade Center falavam disso: Pessoas que saíram para comprar cigarro e o vendedor demorou um pouco mais do que devia. Isso lhes valeu a vida! Em um ou outro acidente de avião você vai encontrar alguém que não pegou aquele vôo, por causa de um erro de uma atendente. Pessoas assim, não passam pela nossa vida, mas sem nos conhecer mudam nosso destino...
E algumas vezes, nós mudamos a vida de alguém... Hoje recebí um telefonema de um rapaz. E a história dele eu vou contar pra vocês:
A História de André
Quando eu conheci André ele tinha 19 anos. Sua única atividade era empinar pipas. Na época eu tinha uma empresa e procurava um professor que ensinasse crianças a fazer pipas em um evento. Lembrei daquele moleque que ficava o dia inteiro na rua empinando pipas e resolvi que seria a pessoa ideal...Na época, todo mundo achou uma péssima idéia dado o Curriculum do moço. Como eu sou insistente, acabei por transformar o moleque que azucrinava a vizinhança em um professor. Desde então ele não parou mais. Diz ele, que pegou gosto pelo trabalho... Voltou a estudar, arrumou um emprego.Todos os anos ele me liga, no meu aniversário e no Natal. Ainda me chama de "tia", apesar de já terem se passado alguns bons anos. Hoje ele me ligou, disse que está bem, trabalhando, progredindo e pensando em casar. Terminou a ligação dizendo: Que bom que você passou pela minha vida, "tia"...eu preciso ir te visitar...
É...Algumas pesssoas passam pela nossa vida e modificam a gente para sempre. Outras vezes, pessoas modificam nossas vidas sem mesmo nos conhecer. E de vez em quando...a gente modifica a vida de alguém!
Vez ou outra todos nós passamos por esse momento em nossas vidas: o de nos acharmos um Patinho Feio.
Todos conhecem a história do pato, que nasce no ninho errado e passa a história inteira tentando achar o seu bando.
Pois também é assim com o ser humano. No decorrer da vida, mudamos de bando muitas vezes. À medida que vivemos, vamos amadurecendo ou não, aprendendo ou não, enfim... vamos nos modificando e em dado momento chegamos a conclusão que não fazemos mais parte daquele bando onde estamos.
Essa conclusão nos deixa muitas vezes perplexos (e o bando alvoroçado). Como ele pode nos deixar? Depois de tantas experiências vividas, tantos segredos compartilhados, tantos momentos felizes? E você confuso pensando: Mudaram eles ou mudei eu?
A resposta é que todos mudaram! E faz parte da evolução humana, as pessoas irem buscando novos bandos e novos caminhos no decorrer da vida.
Alguns tem medo de se aventurar fora do seu bando e permanecem ali. Insatisfeitos ou acomodados, achando que a vida não lhes oferece mais nada, e que o melhor é continuar na segurança que o bando lhe oferece. Essas pessoas acabam virando cisnes, mas ainda vêem sua imagem distorcida de patinho feio na água.
Outras pessoas nunca acham um bando. Nenhum bando lhes agrada e em nenhum lugar elas se sentem bem. Essas pessoas voam como patos selvagens de acordo com a mudança dos ventos. Tendem a serem sozinhas, as pobres...
Outras se encaixam em vários bandos. São versáteis e camaleônicos. Você vai ver essas pessoas, como se fossem patos que se sentem bem em qualquer lugar, seja num galinheiro ou com um bando de gralhas.
Mas a maioria das pessoas buscam seu bando, aonde possam se sentir cisnes. Em alguns momentos, de transição, essas pessoas sentem que não se encaixam mais em nenhum bando que elas conhecem. Em nenhum lugar se sentem bem, os antigos amigos não são mais as melhores companhias do mundo, a família não consegue mais curar suas feridas, o emprego não lhe traz mais nenhuma novidade, o seu grande amor não é mais tão grande assim... É um momento difícil a busca do seu bando, mas a grande noticia é que, no final: Você vai se transfor em um cisne!