Tocando em Frente

Como diz a música: Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz!

Tocando em Frente

Como diz a música: Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz!
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Arquivo de: Setembro 2006

18.09.06

Oito coisas sobre mim...

Para o meu amigo Tuca (www.fiapodejaca.com.br), que me deu essa lição de casa...
Lá vão oito coisas sobre mim, que talvez você não saiba, mesmo me conhecendo bem:


1. Sobre meias
Eu não sei dormir sem meias. Para o inverno tenho longas meias de lã, onde prendo as pernas do pijama, de modo não entrar nenhum ventinho sequer. Mesmo no verão, tenho que colocá-las, nem que sejam meias soquete de algodão, que não tem nada a ver com os pijaminhas vaporosos para a estação, o que torna a minha indumentária ridícula com certeza... Afffffffffffffff


2. Líquidos e Sólidos
Não bebo leite, mas ao contrário do que diz no blog da minha prima Kandy ( http://ideiasnajanela.blogspot.com), que também fez a lição de casa, adoro todos seus derivados...queijos, iogurtes e doces...muitos doces. O mais lambuzados possível. Sou daquelas que ao entrar no restaurante, vou direto para ver as sobremesas disponíveis. Dependendo do que tiver de sobremesa, escolho o prato principal, deixando um espaço considerável para os doces. Aliás costumo dizer, que tenho uma pochete para doces na barriga. Ela pode estar cheia, mas a pochete para doces está sempre vazia...Em contrapartida bebo litros de chá diariamente, em canecas coloridas que variam de acordo com o meu estado de espírito.


3. Acessórios
Sou apaixonada por bolsas, perfumes e colares. Sou uma consumista nata, mas comprar qualquer um desses acessórios me deixa especialmente feliz. Bolsas temáticas em formatos variados, perfumes importados e bijouterias exclusivas me deixam de olhinhos piscando.


4. Pães e temperos
Eu gosto de fazer pães, mesmo que a padaria fique no mesmo quarteirão da minha casa. Assim como gosto de plantar temperos, ao invés de comprá-los na feira. Fazer o quê? Se tenho uma queda enorme por trilhar o caminho mais difícil. Você pode dizer que o pãozinho na padaria custa 25 centavos e sai quente a toda hora, mas nada para mim substitui o cheiro de pão quente pela casa. Também eu sei que salsinha custa 50 centavos na feira, mas me divirto plantando meus temperinhos e colhendo-os fresquinhos para fazer o jantar. Pode-se chamar isso de pé na roça!


5. Circo
Eu odeio circo com a mesma intensidade que detesto palhaço. Então a Kandy me convenceu a ir ao Cirque du Soleil o que me fez rever meus conceitos. A música, a precisão dos movimentos, a sincronia nas acrobacias e a simpatia dos palhaços do Cirque me encantaram. Agora eu gosto de circo, mas só do Soleil.


6. Três sonhos de consumo
Tenho três viagens do sonho: Passar o reveillon em NY, o Carnaval em Veneza e fazer a rota 66 nos EUA. Dois deles eu já realizei, como já mencionei antes, fui passar o Reveillon com três amigas em NY. Ano passado fui com a minha amiga Ângela passar o Carnaval em Veneza e agora só me falta a Rota 66. Alguém se habilita?


7. Eu esqueço seu nome
É um defeito originado de uma síndrome genética derivada do meu pai. Tal qual ele, eu tenho péssima memória para nomes e pessoas. Isso me coloca em situações hilárias, pois não tenho coragem de admitir que não tenho a menor idéia com quem estou falando. Fico tentando pelo desenrolar da conversa descobrir quem é a pessoa tão simpática, que sabe um monte de coisas ao meu respeito, enquanto em minha mente doente nada me ocorre... De onde será que ela me conhece? Da onde veio? Porque foi aparecer justamente na minha frente... Ás vezes me saio bem e consigo decifrar o enigma, lá pelo meio da conversa. Outras despeço-me com querida, meu amigo, lindinha, colega, ou outra palavrinha desse tipo, vaga, patética, mas politicamente correta...


8. Surtos bregas
Eu não me considero brega, mas eu tenho “surtos bregas”. Tenho ouvido aguçado para música: afinal ouço opera, jazz, MPB, rock... Curto Caetano, Chico, Tom, Marisa Monte, Ana Carolina, que chamam de música de qualidade... Mas também adoro sertanejo, pagode, funk... Dizem que isso é brega, fazer o quê... mas eu gosto. Quando tenho “surto brega sertanejo”, vou para o Villa Country de bota, chapéu, uniforme completo, feliz da vida, cantarolando no carro os últimos sucessos do Edson e Hudson, Rio Negro e Solimões e Bruno e Marrone. Ultimamente, também ando curtindo de novo pagode (tinha parado com esse “surto”, mas ele voltou, firme e forte). Junto com ele apareceu um outro tipo de “surto brega”: Salsa que eu ainda não havia “surtado” antes. Além disso tem o funk, que antes me deixava Béje . Hoje ele, junto com o Techno que carinhosamente chamamos de PUTZ PUTZ , me fazem ter “surtos” cada vez mais bregas.

Nota:
Sobre Béje  : Bege com J e acento não é cor, é estado de espírito...

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  • Postado em 19:45:32

12.09.06

Torres Gêmeas

Ontem foi onze de setembro e o mundo lembrou novamente dos atentados ás Torres Gêmeas.
Me lembra quando viajei para NY, no reveillon de 1999, com mais três amigas. Na época, insisti muito para minha prima Kandy, atualmente uma blogueira de mão cheia (http://ideiasnajanela.blogspot.com), ir conosco.
Ela batia o pé que não ia e eu dizendo: Mas você vai ver a Estátua da Liberdade, o Central Park, a Broadway, as Torres Gêmeas... Então ela bradou: Em outra ocasião eu vou! As Torres não vão sair de lá!!!
Todo mundo sabe o fim da história: As Torres saíram...
Claro que, entre o meu embasbacamento ao ver as imagens das Torres caindo e a primeira lágrima, eu liguei para ela para dizer: Viu? As Torres saíram de lá... E agora, nem minha prima Kandy, nem ninguém mais, pode tirar essa foto que eu tenho com elas.
O que me faz pensar em quantas coisas na vida nós adiamos para um amanhã que poderá não haver. Acabamos protelando inúmeros sonhos, buscando uma hora mais propícia, um momento melhor. Ou amarramos nossos sonhos aos problemas do momento e esperamos: ter mais dinheiro, ter mais saúde, ter mais condições, ter a companhia certa...
Enquanto isso a vida passa. E quando menos esperamos, de repente a Torre pode cair e levar nosso momento ideal junto com ela...
Por essas e outras tenho buscado viver somente o momento. Tenho cometido mais erros, mas também viajado mais. Para lugares bonitos e para dentro de mim mesma também.
Agora a minha prima Kandy quer ir para o Chile e quer que eu vá junto... Não tenho condição nenhuma de fazer essa viagem, dada a crise que assola nosso pobre país e minha pobre conta bancária também...
Mas confesso, morro de medo das montanhas saírem de lá...

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  • Postado em 15:44:24

05.09.06

Saído do Forno...

Acabaram de sair do forno, mais quatro livros de minha autoria e com esses agora, tenho 17 livros editados. Essa última empreitada foi sobre o tema folclore. Além de ensinar a fazer dobraduras, esses quatro livros trazem uma novidade: Eu me aventurando a escrever histórias infantís! O livro sobre Mitos por exemplo, traz uma versão bem humorada dos mitos que conhecemos. Por isso hoje, vou contar uma história para vocês, que ia sair no livro, mas acabou não saindo. Só que eu achei que ficou muito legal pra ficar engavetada...
Então taí : Para vocês, leitores do meu Blog, exercitarem seu lado criança. “O Lobisomem made by Gláucia Lombardi”

O menino pálido e magro, de nariz arrebitado e orelhas compridas esmurrava a porta do banheiro. A mãe, gritava que ele era neurótico e ele pensava: “Como não seria?” Qualquer um que tem sete irmãs mais velhas, só pode nascer neurótico, ou lobisomem... Você já tentou usar o banheiro de uma casa onde moram sete irmãs? Esquece... O menino saiu de casa e foi andar pela rua. Era sua primeira noite depois do seu aniversário de treze anos. Ele merecia um pouco mais de respeito, não, afinal já era um homem! Era noite de Lua Cheia. Passando pela primeira encruzilhada, aconteceu a transformação: De repente o corpo se cobriu de pelos, as orelhas cresceram mais ainda, os olhos ficaram vermelhos e ele aproveitou toda raiva que estava sentindo e uivou para a lua! Tinha virado lobisomem... Primeiro ficou apavorado! Já havia ouvido muitas histórias de Lobisomem, mas nunca imaginou que isso pudesse acontecer de verdade. Depois ficou pensando nas orelhas: se ele já achava suas orelhas de abano, agora então...estavam pavorosas. Daí pensou nos pêlos e para que tê-los e então lembrou das irmãs enfiadas no banheiro com toda sorte de produtinhos de beleza. Uma idéia lhe iluminou a mente: tirar proveito dessa transformação, antes que fosse tarde... ou cedo , pois ele só teria até o amanhecer. Depois se transformaria em um irmão neurótico novamente...Voltou para casa, passando por sete igrejas, sete vilas e sete encruzilhadas, como manda a lenda. A mulherada ainda estava no banheiro, como o esperado. A gritaria era de várias gralhas azuis berrando ao mesmo tempo. Ele, com sua voz esmirradinha, nunca havia conseguido falar mais alto, que elas todas juntas. Mas agora era diferente! Foi tão fácil: Chegou perto da janela e deu o uivo mais alto que pode para a lua!!! A mulherada saiu berrando do banheiro e foi um corre-corre geral! Na manhã seguinte não se falava em outra coisa além do aparecimento do lobisomem na cidade, as mulheres apavoradas, estavam todas trancadas, cada uma em seu quarto. Mas pelo menos, o banheiro estava desocupado....

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  • Postado em 13:55:13

01.09.06

Sobre folhas e frutos...

Não entendo porque algumas pessoas não gostam de plantas. Elas não pulam, não mordem, não soltam pêlo, não são fedorentas, não fazem mal a ninguém e, no entanto algumas pessoas simplesmente as abominam.
Infelizmente, tenho dois vizinhos assim., que também compartilham comigo a entrada da vila aonde moro. Há algum tempo atrás um deles resolveu cortar todos os galhos de uma cerejeira, que davam para a entrada da vila. A pobrezinha da árvore ficou com um lado pelado e o outro lado cheio. Ridícula! Mas como as plantas não devem ter senso estético nenhum, ela não se incomodou com isso e resistiu bravamente. Hoje, o vizinho do lado de lá, fez o mesmo com os galhos que davam para a sua casa... E a pobre coitada, agora tem dois lados depenados, tendo sobrado apenas a parte central da cerejeira. Com certeza, na ausência de espelho ela novamente resistirá e continuará a dar cerejas. Aliás, um detalhe: Essa cerejeira estava grávida,! (leia-se lotadinha de cerejas) e por si só, já considero isso uma violência impar! Ainda mais, porque eu já estava sonhando com a torta de cerejas que ia fazer após a colheita, que eu estava programando para daqui a uma semana... se ninguém tivesse nos atrapalhado.
Esse mesmo vizinho tinha dois pinheiros lindos. Da minha janela eu podia vê-los,eram altos e em seus galhos vários passarinhos faziam ninhos. Estrategicamente o sol, todas as tardes se punha entre os pinheiros, oferecendo um espetáculo a parte. Lógico que o individuo não via nada disso, pois um dia cortou a parte de cima dos pinheiros. Os coitados estão lá, até hoje, sobrevivendo... Ridículos, claro, pois pinheiro nenhum merece ser decepado dessa maneira. Assim, eu perdi meu por do sol cinematográfico da mesma forma que a minha torta de cerejas.
Lembrei-me então, de um texto de Leo Buscaglia. Em um de seus livros ele conta que adora as folhas de outono caídas no chão, gosta de pisar sobre elas, sentir seu cheiro e gosta do colorido que elas deixam na calçada. Um dia, seu vizinho (que deve ser parente dos meus com certeza) foi reclamar que a sua calçada estava suja, devido as folhas caídas que ele não recolhia. Leo então, pegou uma vassoura, encheu sacos de lixo de folhas, trouxe para dentro de sua sala e espalhou-as pelo chão. Resolveu o problema com o vizinho e não perdeu as suas queridas folhas. Mais politicamente correto impossível!
Portanto, apesar da minha indignação e sob protesto, só me resta cuidar do meu jardim, onde também tenho um lindo pinheiro...

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  • Postado em 15:42:18