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É comum aos seres vivos quererem proteger os mais fracos. Da mesma forma que uma leoa protege seus filhotes, amigas defendem ferozmente, umas às outras e familiares a seus entes queridos.
Porém até onde essa proteção, realmente está ajudando ou atrapalhando? Quantas vezes nos deparamos, agindo como leões, tentando proteger as pessoas que amamos. Usando de nossas experiências, geralmente adquiridas a duras penas, buscamos poupá-las desses dissabores. O ser humano é assim. É como se, trazendo a receita pronta, pudéssemos evitar o sofrimento alheio. Só esquecemos que: Só somos o que somos, devido ao que passamos... Se encurtarmos o caminho para nosso semelhante, não permitimos que ele vivencie a situação e que aprenda, cresça e progrida. Porém, por outro lado, abandonar os outros a própria sorte, soa cruel, para quem sabe a carga de sofrimento que vem por ai...Que encruzilhada!
Quantas vezes tomamos as dores do nosso semelhante, criticando aqueles que os magoam? Só que, com isso, não damos a ele a chance de exercitar a sua generosidade e cometer o mais nobre dos pecados: Perdoar. Porque eu chamo “perdoar” de pecado? Porque convenhamos, muitas vezes, quebramos a cara ao perdoar. Porque muitas vezes perdoamos quem não merece e quem nos dará um bote assim que possível ... Porém, o perdão é um sentimento nobre, que nos faz bem e que quando é compreendido pode gerar lindos frutos. Só que, tomando as dores de nossos entes queridos, tornamos seus agressores tão monstruosos que minamos qualquer ato de reconciliação.
Tomar as dores daqueles que amamos, também faz com que não consigamos ver seus defeitos, nem a sua parcela de culpa na situação. Sem culpa eles se transformam em vítimas e na condição de vítimas, migram para o fracasso. Se apegam ao cômodo papel de coitados e não saem mais dele. Ao invés de lutarem por mudanças, se transformam em pobrezinhos, protegidos por todos. Em contra partida, seus agressores,sempre serão vilões, mesmo que tentem mudar suas atitudes e que busquem se redimir, jamais serão perdoados.
A proteção excessiva, sem medidas e sem coerência não ajuda ninguém. Não podemos carregar a cruz com nosso semelhante e apedrejar a todos que atrapalham seu caminho. Podemos sim, apoiar quem gostamos para que escolham seus próprios caminhos, aceitar suas escolhas e aplaudir todas as vezes que eles quiserem perdoar, com bons ou maus resultados. Podemos dar força, enxugar lágrimas, oferecer uma xícara de chocolate quente e um ombro amigo. E nunca, reduzi-los a condição de coitados e vítimas do destino. Portanto, se alguém quiser fazer de você um coitadinho, por favor diga: Não me ajude...
Há pessoas emotivas, dramáticas, sensíveis, equilibradas... Mas existem pessoas que não demonstram seus sentimentos nunca. Ou porque são pessoas fortes, que já passaram por maus bocados na vida e criaram uma couraça de proteção em torno delas, ou porque são fechadas, caladas e não conseguem se comunicar. Ás vezes essas pessoas são julgadas "duras", "brutas", “grossas” ou "insensíveis". É fácil reconhecê-las: algumas vivem com cara amarrada, com olhar inquieto e as vezes têm modos grosseiros. Muitas fazem julgamentos duros sobre tudo e todos. Algumas dessas pessoas são práticas demais e sempre são chamadas para resolver questões familiares: você vai encontra-las cuidando dos funerais da família, da compra de imóveis, etc... Outras olham para tudo como se não fosse problema delas, embora estejam sempre presentes, mantém aquele ar distante, inacessível. Essas pessoas não se emocionam e não se envolvem. Parecem rochas brutas, as vezes belas, outras vezes pontiagudas ou mesmo lisas e escorregadias.
Porém, você vai se emocionar ao ver essas pessoas, por alguma razão, expressando seus sentimentos. Frente a uma doença por exemplo. Quando você vê aquela pessoa forte e inabalável, reduzida às fraquezas do corpo, a dor da cena se torna insuportável. Não que com outra pessoa aquilo também não fosse terrível, mas talvez as lágrimas daquele que está acostumado a chorar tenha menos força. Essas pessoas brutas parecem que guardam suas lágrimas não choradas e quando derrubam uma lágrima única, ela tem a força de todas as lágrimas guardadas.
Alguns desses brutos são parceiros que não conseguem demonstrar seus sentimentos. São tidos como frios, distantes. Porém a declaração de amor de um homem desses pode ser uma experiência única em sua vida. Talvez por ele não falar “Eu te amo” todo dia, quando diz, as palavras tem mais força. Ou talvez, porque na sua dificuldade de se comunicar, ele encontre as palavras mais simples do mundo, mas que tocam profundamente seu coração. Essas pessoas quando amam, é para valer, de forma tórrida e dura, como suas vidas. No fundo, ver uma pouco de humanidade nessas pessoas nos mostra o abismo de solidão que elas vivem por não conseguirem dizer o que sentem.
Sim, porque no fundo essas pessoas vivem isoladas pela sua própria rigidez interior. Como estão perdidos e desorientados, não conseguem se expressar, nem pedir ajuda. O lamento deles é mais forte, pois estão sozinhos. Não tem o consolo dos amigos, o ombro dos companheiros a paz interior que faz os problemas serem mais suportáveis. Aprenderam a enfrentar os problemas sozinhos, de frente e se tornaram rochas brutas. Uma dorzinha qualquer não irá marejar seu olhos. Apenas algo muito forte irá atingi-los. Então pouca coisa os comove.
Conviver com pessoas assim, quer que sejam pais, amigos, parentes ou parceiros com certeza não é fácil. Algumas pessoas iluminadas são escolhidas para essas tarefas. Muitas conseguem enxergar além das aparências e tocam fundo ao coração desses brutos. Outras conseguem o milagre de transforma-los em diamantes. Mas a maioria com certeza vai passar a vida se queixando deles. Ou sem compreendê-los, vão continuar a conviver, até que em dado momento, vão ver essas pessoas passando por um momento de dor.
E então vão chegar a conclusão: que a dor do bruto dói mais.
A maioria das pessoas, sempre estão insatisfeitas com a vida. Acham que isso ou aquilo precisa mudar, ou acham que simplesmente nada acontece e suas vidas são um marasmo.
Porém, da mesma forma que as pessoas anseiam por mudanças, elas também não querem mudar. Esperam que a mudança venha de fora, enquanto a mudança acontece primeiro dentro de você. Se você vem tentado desse jeito faz tempo e até agora nada conseguiu, provavelmente não é desse jeito que vai conseguir mesmo, então faça outra coisa!
O problema é que muitas vezes as pessoas continuam tendo as mesmas atitudes, cometendo os mesmos erros, buscando sempre no lugar errado e se queixando que não conseguem achar nada. E não vão achar! O caminho do sucesso é daqueles, que conseguem mudar seus rumos de acordo com a estrada que surge a sua frente. Não adianta ficar lamentando o que passou, nem contando todas as pedras que você já teve que atravessar para chegar até aqui. Provavelmente as pedras continuarão a existir, e ás vezes maiores ainda. Adianta é mudar de direção, toda vez que você estiver insatisfeito e ansiar por mudanças.
A mudança interior pode começar a qualquer momento. É só fazer o oposto do que você faria. Você fecharia a cara nessa situação? Pois abra um sorriso. Faria um comentário? Então feche a boca. Passaria a sexta a noite vendo televisão? Coloque uma roupa bonita e saia de casa. Não olharia para a cara dele? Dê um abraço. Difícil? Mas, necessário...
Em contra partida, pare também de procurar as mesmas situações, sempre. Já viu quantas pessoas que se queixam dos seus parceiros e quando terminam a relação arrumam outro igualzinho? Ou tem inúmeras recaídas? Ou se dizem infelizes no trabalho e quando mudam de emprego, continuam se queixando? Para algumas pessoas infelicidade é vocação. E a justificativa dessa infelicidade está sempre em algo que jamais poderá ser consertado: um pai ausente, um casamento destruído, uma traição e assim por diante. Então o “infeliz de plantão” vai seguir pela vida, trilhando sempre os mesmos caminhos e obviamente encontrando sempre os mesmos problemas. Se queixando sempre da sorte e buscando sempre a mesma coisa. E quando os fatos se repetem, essas pessoas irão agir como sempre agiram e fracassarão novamente.
Isso porque na vida, geralmente nos deparamos com as mesmas perguntas, as mesmas situações e os mesmos conflitos. Por isso se você quer mudanças na sua vida, pare de dar as mesmas respostas às perguntas de sempre!
Deu Itália, tudo bem. Mas o que todo mundo viu e vai lembrar hoje, é da cabeçada do Zidani. Esta que lhe rendeu um cartão vermelho e uma aposentadoria precoce... Depois a surpresa, porque eu não ví e ninguém viu ele subindo ao "pódio" para buscar a sua medalha. Porque será que o Zidani não subiu? Vergonha? Raiva? Remorso? Revolta?
O que me faz pensar em quantas vezes nós damos uma de Zidani na vida. Fazemos uma bela carreira, caprichamos no todo da obra e daí quando estamos a beira do êxito total, damos uma cabeçada... Então a coisa foge do controle e salvando o que se pode salvar, ao invés do primeiro lugar, ainda ficamos com um "louvável segundo lugar". Mas na hora de receber a medalha, simplesmente não aparecemos...
Num “Relacionamento Zidani”, você vai ver o cara jogando o maior bolão, conquistando a sua musa a cada dia, com garra e vontade. De repente, ele perde a cabeça, ou pensa com a outra cabeça, em um momento de dissabor e leva um cartão vermelho da garota. Sai do jogo e se depara com uma outra possibilidade, que não é a eleita do seu afeto, mas digamos, é "um bom prêmio de consolação". Ele vai então levar, adiante esse relacionamento morno, com gosto de derrota. Vai dizer pra todo mundo que ela é ótima, maravilhosa e realmente legal. Mas pra ele, ela será sempre um prêmio de consolação, uma segunda colocada e não a mulher que ele escolheu . E para segundo colocado, você não vai buscar medalha...
Portanto, se você deu uma cabeçada e caiu num Relacionamento Zidani, é melhor adiar a aposentadoria. Volte para o jogo e não se contente com menos do que você escolheu. Você merece o primeiro lugar! Vá atrás dele para reconquista-lo. É isso que a torcida espera de você! E depois, suba ao pódio para receber a sua medalha! Você vai ter feito por merece-la!
Você já viu a cena? Você faz tudo direitinho, se esforça para que não haja nenhum erro, para que nada possa atrapalhar e então, por um escorregão do destino, algo de errado acontece e alguém, saído do nada contorna a situação e de repente essa pessoa leva toda a fama...
Adapte essa situação para qualquer cenário e verá, quantas vezes algumas pessoas se dão bem, apenas por estar no lugar certo na hora certa e só por isso. Não pela sua capacidade, inteligência ou qualquer tipo de atributo. Simplesmente porque naquele momento, era ela que estava ali...
Quer exemplos? O cara está na balada com a namorada. Apronta com a menina, briga com todo mundo e fica com uma garota qualquer. No dia seguinte bate aquela solidão, e ele vê que sobrou aquela garota, saída do nada, que acaba de chegar na história. O cara perdido se consola com a estreante, despeja um monte de inseguranças e de repente a menina caída de pára-quedas vira a tábua de salvação. Como se dentro de tantas perdas, só lhe restasse aquela opção, o cara se joga de cabeça e de repente estão juntos! Veja só! A namorada que investiu mundos e fundos fica a ver navios e a novata leva a melhor. Casam em poucos meses, enquanto para o desespero da namorada inconformada, do nada são enterrados anos de uma relação...
Quer outro exemplo: O cara passa a noite fazendo aquele relatório importante. Chega no serviço com cara de zumbi, olheiras profundas e rosto desfigurado. Não é certamente a cara do funcionário feliz e satisfeito que a empresa espera dele, mas o relatório ficou sensacional. Do outro lado está o carinha nº 2 dessa história que saiu com os amigos, jogou muita conversa fora, teve uma ótima noite de sono e um despertar com cara de comercial de margarina. Esse carinha nº 2 tomou um banho perfumado, colocou seu melhor terno e nem lembrou do relatório. Chegando no escritório, os dois protagonistas tem uma reunião com o chefe sobre o tal assunto. E assim, apesar de não entender quase nada sobre o tema, o carinha nº 2 se sai melhor. Como? Primeiro ele aparece com sorriso de sucesso no rosto, enquanto o outro exibe suas olheiras... Depois, ele bem humorado conta as piadas fresquinhas, saídas do botequim da noite anterior, descontrai o ambiente e domina a situação, enquanto o outro boceja. E finalmente, quando o cara acha que vai mostrar serviço, apresentando o seu relatório, na primeira brecha o outro solta um comentário espirituoso e rouba a cena. Que comentário? Aquele tipo de comentário, que só alguém que está descansado e bem humorado consegue soltar. Então, ele transforma o relatório em apenas números e literalmente deita e rola...
E ai? O que as duas histórias tem em comum? Temos duas pessoas que sem esforço nenhum, acabam se dando bem. Por outro lado temos pessoas, que se empenharam muito em fazer as coisas darem certo e tiveram seus momentos de glória apagados, por alguém que estava na hora certa, no lugar certo e roubou a cena. Essas pessoas não são más, muitas vezes não fazem idéia da dimensão dos seus estragos. Com certeza, mais alegres do que triunfantes (porque o triunfo é a consciência de ter deixado alguém para trás) elas contam para os seus amigos: Nossa! Você não sabe a sorte que eu tive em estar lá...